O encanto das palavras


02/09/2009


A dona do meu destino!

As escolhas que fazemos na vida é a parte complicada dela.
Nunca sabemos se é ou não a decisão certa para aquele momento. Mesmo qndo quis ter voltado numa questão, não fui acometida de arrependimentos. Faço o que eu quero na maioria das vezes. E se em um determinado momento não o fiz é pq não me senti segura. Foi assim com relação ao meu marido, a minha filha, a fazer direito ou comunicação, mudar ou não para Vitória (ou outra praia qualquer).

Escolhi, decidi...

E sei como isso interferiu na vida de outras pessoas. As decisões que vc toma sempre recaem sobre alguém, perto ou longe, amando ou não.

Sigo escolhendo.

Hoje escolho ser feliz e peço a Deus que minha escolha reflita nas outras pessoas e que elas, todas elas, sejam muito felizes!

Boa sorte!

Escrito por Leka Lemos às 00h50
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

14/12/2008


Ela não consegue dizer adeus.

Ela que passou a vida girando sem pontos.

Agora vive no dilema do “adeus”.

Tudo com uma áurea cor de rosa, mas foi...

Sonho e delírios...Mas não existem mais...

Passou a ser unilateral os desejos e fantasias.

E ela não consegue dizer adeus.

A vida se modificando, caminhos duplicando, distanciando, afastando...

Ela ouviu, jura que ouvi!

A palavra desconfigurou.

Ela implora:

_Ensina como faço, pq eu não consigo dizer adeus!

 

 

Escrito por Leka Lemos às 13h40
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

12/12/2008


Letrinhas Para Enzo

Vem menino bonito

Chega grande pequenino

Com voce chegou o encanto

O amor venceu

Chegou tão dono de tudo

Espaçoso

Toma o mundo pra voce

Pega com as mãos

Se não alcançar, grita

Eu faço pezinho e apoio seu corpo

Hoje de menino e amanhã de homemzinho

Escrito por Leka Lemos às 04h06
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

 

  

Hoje quero falar do destino...

Recentemente um amigo jogou essa história na roda. Começamos, todos, a filosofar sobre o tal.

Destino, destino...Ai, ai...

O que justificaria a vida senão a própria vida?

Às vezes encontramos, reencontramos, esbarramos, passamos "por" e "através de". Seria o destino?

Esse amigo, depois de uma longa espera por alguém ou alguma coisa que fosse sua, topou de frente com uma ex...E ai?

Bom, conversa vai, conversa vem...Todo mundo sozinho...Pq não?

Também não vejo pq não.

Você passa com seu carro sobre uma tábua cheia de pregos e seu pneu fura...Ninguém pensa foi o destino! Acontece um xingamento, "esbravejamento", ódio de quem deixou a maldita madeira ali jogada para sortear o mais sem sorte daquele dia. Agora, se o mesmo pneu fura e um lindo bombeiro vem te salvar e você está solteira... Foi o destino!

Devo dizer que após varias explanações, discursos e frases de efeito, descobri que o destino existe mesmo pra quem acredita nele.

Eu por minha vez acredito na vida, na força de cada um. Sendo mais racional do que realmente poderia ser, digo apenas, que o destino tira os méritos das lutas que travamos diariamente. Se você acredita nele, senta e espera...Depois você me conta o que aconteceu!

Pq o meu destino quem faz sou eu.

 

Escrito por Leka Lemos às 03h42
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

17/10/2008


Joanninha, ela mesma...

A doçura da voz desse insetinho não condiz com a força das suas palavras.

Um jeito tão suave e doce de ser que poderia até estar abelhinha ao invés de joaninha.

Tudo que passa por esses lindos olhos azuis é observado com total relevância.

Essa menina que um dia conheci muleca e hoje percebo mulher tem a beleza das ninfas, a inteligência dos pensadores e a sapiência dos mais velhos...

Não muito velhos...

Porque Jojo é moderna sem ser antenada, não vive na crista da onda ela é a onda e dá onda.

Quando começa a viajar nas palavrinhas  deixa todo mundo meio zonzo.

Sua popularidade está em ser quem é: a dona da verdade.

Não no sentido de que: “eu falo, é lei”.

Isso ela deixou para “titiam” (ser flexível é outro traço marcante da personalidade da Joanninha), mas sim, porque se conheço alguém verdadeiro e de verdade essa pessoa é a Joanna Ribeiro.

Minha amiga meiga e carinhosa, que se baseia na veracidade das coisas que acredita.

Meu orgulho passa por saber que fui presenteada com o afeto desse bichinho de cabelos cacheados, sonsinho baixo e olhos puramente cor do céu.

Feliz vida feliz!

Tchamu!

 

 

Escrito por Leka Lemos às 20h11
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

09/10/2008


 

Ter insônia é uma lástima!

Mas tenho aproveitado as noites de luar do sertão para refletir sobre minha história...

Minha vida passa por aqui, nesse mundo virtual.A minha conexão com o mundo, necessariamente acontece aqui.

Muitos de vocês conheceram-me ainda "muLeka" outros já Leka...Trocadilho infame, eu sei, porém, verdadeiro.

Tantas coisas e pessoas nós achamos...Primos que aparecem aos pares, amigos de infância, galera do trabalho e da faculdade...Outros que permanecem neste mundo cyber...

A rapidez da Internet invadiu nossas vidas, as coisas mudam rapidamente e de maneira brusca...Não tenho medo de mudanças, até aprecio...Aprendi a conviver com um constante deslocamento, aparentemente físico, mas sempre mudando a posição das artérias desse coração quente, que ama mais e mais e mais...Quase explodindo...Tenho orgulho dos amigos que fiz aqui, das pessoas que reencontrei e das que encontrei.

A importância desse texto?

Nenhuma.

Apenas um momento de analise ou uma simples e atormentadora insônia mesmo.

Escrito por Leka Lemos às 03h56
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

03/09/2008


 

 

Parece que foi ontem:

Vestidinho curto, sandália com elástico, para não cair dos pés. Sorriso tímido, quase com medo, olhos enormes de uma doçura sem fim.

Infinita também era sua paz. Para ela bastava estar comigo, pronto, coração calmo.

Eu que nunca gostei de brincar de boneca (sempre preferi as brincadeiras de menino, mais competitivas) ganhei a mais bonita.

Quando via as meninas brincando com suas “filhinhas”, percebia que sempre tinha um pente por perto. A minha bonequinha não fez feio, cabeleireira farta, vovó não continha sua vocação de cabeleira e fazia muitos penteados, que fariam Elvis ter inveja.

Ela crescia, sempre com seu jeito tímido. Diziam que era minha cara e o jeito do pai, quieto. Ai meu Deus! Tenho medo dos muito quietos!

Bom, mas já valia saber que seria educada.

Mas, ela chegou aos quinze anos!

Eita!!!

Devo esclarecer as verdades dessa menina. Ela tem muito do pai. Observadora, crítica, educada e alta, bem alta. Mas, a altura dela não é barreira para que cheguem ao seu coração. Nesse quesito ela é bem mamãe: amiga dos amigos! Esperta que é aprendeu com a vida já vivida da mãe que: amigos são tão importantes quanto à família, porém, todos os lados devem saber disso. Não existe amizade unilateral. E ela já sabe disso, que orgulho, demorei trinta anos para tomar conhecimento, vivi numa utopia. Ainda bem que tudo na vida passa.

Minha boneca se transforma a cada dia. Foi uma criança “bonitinha”, uma pré-adolescente esquisitinha e agora é uma moça linda! Às vezes me pego viajando no seu jeito e imaginando que mulher maravilhosa que ela será.

Minha Mayara!

Minha vida!

Meu verdadeiro amor!

Ah! Tem uma cabeleira linda! Mas, vovó não pode brincar mais.
 
 

Escrito por Leka Lemos às 14h46
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

02/09/2008


 

Despedidas 

Quantas vezes nos despedimos durante o dia? Desligamos o telefone e tchau! Estamos on line nos sites de relacionamentos e  logo aparecemos off, e ai: inté. A verdade é que a despedida é uma constância em nossas vidas. Então por que não nos habituamos?

Eu que passei mais tempo indo do que chegando, já me considero PHD em tal matéria.

Mas, num dia como hoje, percebo que nessa disciplina ainda estou no pré-primário. Será assim que se chama ainda? É, porque as palavras também andam se despedindo, as nomenclaturas dos anos letivos mudaram e foi mais um bye-bye.

Cada ser que sai da minha vida, cada canto que não ouço mais ou recanto que não vou mais, coloca a prova minha segurança de “abandonadeira”. Durante anos, troquei de escola e de cidade como se troca de roupa. Vi amigos ficarem enquanto eu colava nariz no vidro do carro, deixando a lágrima cair. Provavelmente quando estava naquele tamanho de formiguinha, já era passado. Fui passando e passado e garanto que não é bom.

Tudo isso é superável, difícil mesmo é quando você perde, deixa, some, larga, briga com aquilo ou aquele (a) que só fez bem. Caramba, ai é dor! Quase perdi alguns amigos, perdi alguns amores, perdi parte da infância, perdi uma guerreira, que era minha vó, só para citar os alguns. As coisas eu superei, as pessoas eu não as deixei sair de mim. É assim,  que eu vivo num total reencontro com todos aqueles que amei.

Deixe-me contar-lhes algo que aprendi nessa trajetória (até aqui), a despedida é dolorosa sim. Mas, o encontro é muito melhor!

Se para sentir a emoção do rever tenho que chorar de saudade na despedida, tudo bem, o choro da alegria é a compensação da dor.

 

Escrito por Leka Lemos às 03h03
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

16/08/2008


Hoje dia 16 de agosto.

Morre, dessa vida, Dorival Caymmi. Uma chama de sossego cai sobre o céu.

A pregiça doce da Bahia, daquele que estampou para o mundo a tranquilidade de ser baiano, faz canção nas estrelas...

Daqui ficamos nós, com sua voz grave, gravada no peito.

Dori, como era chamado carinhosamente por seus amigos, mexe com minh'alma.

Meu mundo musical começa com " Modinha para Gabriela", primeira melodia cantada e testemunhada por meu pai, que conta essa história como se tivesse acontecido ontem.

Caymmi agora balança uma rede na lua, e de lá, vigia o mar de suas canções.

 

Escrito por Leka Lemos às 12h34
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

07/12/2007


Ele

 

Quando percebi ele estava lá.

Olhando pra mim com se eu fosse a única coisa presente.

Sorriso largo , boca aberta.

Os olhos, intercalavam um certo cinismo e uma doçura, algo sem explicação.

Sua mão quente dizia o que queria.

Não bastasse a magia que existia naquele momento, ele era o mágico,

e me hipnotizou.

Voz quente.

Parecia que o tempo tinha parado, acho mesmo que parou.

Eu naquele envolvimento, quase um deslumbramento.

Nunca vi nada assim, até aquele momento.

Passaria o resto dos meus dias fazendo observações sobre ele.

Se em algum momento, eu achei que sabia tudo, que já conhecia tudo, que já havia visto tudo,

tudo caiu por terra.

Tive a certeza do pra sempre.

E qndo percebi ele estava aqui.

Escrito por Leka Lemos às 01h40
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

03/10/2007


Sutilezas

 

Uma amiga, que aqui chamarei de Mariana, contou me um caso que poderia ser trágico se não fosse cômico. E fez com que eu parasse para analisar as sutilezas da vida e a falta dela também.

Reunida com uma turma de amigos num bar da moda, na cidade onde morava, um dia depois de muitas doses de uísque, encontrou uma amiga, Selma, que por ali passava um tanto quanto triste.

Mariana sabia o motivo da tristeza: a mãe da sua amiga de infância teria morrido num acidente recentemente. Pessoa muito falante, porém, daquelas que não sabem o que dizer nessas horas, a “doce Mary” teria corrido dali. Mas, talvez por influência das doses adquiridas, foi ao encontro da amiga e solidária começou:

__ Oi Selma!

Primeira sutileza: um “oi” totalmente penalizado.

­­­__ Oi Mariana! Como vai você?

__ Eu vou bem. E você amiga?

Segunda sutileza: na verdade querendo saber do falecimento da mãe da outra.

__ Indo né? Tudo muito difícil, mas...

Terceira sutileza: não quer falar, mas já começa a esboçar alguma coisa sobre o assunto.

__ Pois é amiga, soube do ocorrido, estava fora da cidade.

Quarta sutileza: explicando o motivo de não ir ao enterro e nem mandar as condolências até esse dia.

__ Não tem problema, foi um enterro lindo!

Quinta sutileza: “você não fez falta”.

Minha amiga tem convicção, que a frase dita a seguir por ela, não foi de forma alguma um troco sutil. E sim um total branco devido ao álcool ingerido.

__ Pois é Selma, agora você só tem que agradecer!

Sua amiga tomada de um espanto sobrenatural, como se tivesse vendo um monstro em sua frente replica:

__ Nããoooo! Tudo. Menos agradecer.

Mariana sentiu-lhe faltar o chão.

Respirou profundamente, jogou os cabelos para trás, nesse momento, já sóbria, com o impacto da sua própria frase, ela tentou:

__ Agradecer pela força e...

Não lhe vinham mais palavras. A boca totalmente seca. Sem nenhuma cor no rosto, olhou para a mesa e falou:

__ Estão me chamando.

Claro, a sutileza de Selma foi a maior de todas desse diálogo, afinal, ninguém chamava por Mariana e a mesa de origem estava vazia.

Todos estavam na porta do elegante bar, esperando essa minha sutil e atrapalhada amiga.

Escrito por Leka Lemos às 15h44
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

27/04/2007


O teatro do sertão

 

 

 

 

Parece um sonho.

Eu penso que seja um sonho!

Quando pensamos em artes, principalmente em atores e encenações, logo nos remetemos à TV e suas novelas, ou ao cinema como ideal de criatividade e exuberância.

No norte de Minas, o mais perto que chegamos do teatro, são os anúncios que aparecem nos jornais dos grandes centros vendidos nessa região. Outra coisa que nos chama a atenção, não a todos, naturalmente, apenas aos que têm a percepção da importância que a cultura exerce no ser humano como indivíduo, é a total falta de apoio às poucas manifestações que ainda tentam promover cultura nessa região norte-mineira. Parece que é “coisa menos”.

Ao deparar-me com o Grupo Face a face, na cidade de Bocaiúva, percebi que o sertão esconde muito mais nas suas terras do que o rio São Francisco em sua profundidade. Seus filhos, tão talentosos. E que talento! 

Como foi lindo, o momento em que o ator, diretor, produtor e autor de teatro, Anderson Clayton (Payacan), fundador do grupo, subiu ao palco.

Um homem de 1,75m se transformar em um gigante, tomando, e dominando para si, mais de 300 pessoas no palco do centro Cultural de Bocaiúva. Por mais ou menos 1hora e 20 minutos, Anderson e sua “trupe” deram um show de talento e criatividade.

Pensei em quantos desses guerreiros das artes existem nesse lugar tão distante dos grandes centros e fiquei triste por aqueles que não puderam ver o que eu vi, por estarem longe dessa terra quente.

A evidência de que fantásticas são as pessoas que sabem e que acreditam no seu potencial concretizou-se para mim ao assistir “O andarilho”, peça interpretada pelo grupo Face a face”que também poderia chamar-se “ Grupo dos guerreiros”, pois, por toda minha vida, jamais esquecerei a força e a valentia dessa gente e a lição de que o homem que acredita no seu sonho é capaz de fazer com que todos acreditem nele.

Vida longa a esse grupo e que o sonho permaneça vivo, sentenciado no talento e na garra desse povo sertanejo.

Aplausos por favor!!!

 

Escrito por Leka Lemos às 12h52
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

22/03/2007


Querer

É um querer bem

É um bem querer

É querer ficar

É querer estar

É querer sentir

É querer ir

É querer voce

É querer...

É querer muito

Só querer

É mais do que querer

Escrito por Leka Lemos às 00h37
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

17/02/2007


Tantas vezes tentei desvendar seus mistérios, busquei em teu silêncio o alívio para as minhas perversas dores. Vã procura... Vida insípida, marcada pela vastidão de uma noite sem luar.

Sentimento que chamei de amor, divina maestria que me fez migrar das lágrimas para o calor dos seus braços.

Quero imolar meu peito, cravar seu nome em minha existência. Evocarei seu nome, para que proclamem nosso grito contra as injúrias do destino. Nas escritas do interminável livro da vida rabiscarei nossa singela história.

Sua face resplandecente me fez escravo... Inerte, como que maravilhado pela perfeição implacável de um ser superior.

Seguir... Talvez ficar...  Contrapor aos ímpios que navegam nas águas turbulentas do desamor. Convicto do que sinto; crédulo de sua voz que murmurava cantigas de paz.

Será feliz aquele que por obra divina conseguir desvendar os encantos de uma mulher!   

    

Anderson Clayton

“Os Olhos de Maria”

29/10/2006

Grupo Teatral “Face a Face”

 

Escrito por Leka Lemos às 00h54
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

23/12/2006


Ser voce

Cheguei agora.

Intensa hora.

Intenção,

ficar, ficar...

Bebo do seu corpo,

como da sua carne.

Louco estou.

Apaixonado sou.

Não tire daqui

o seu ser.

Esse "ser voce".

Este que chegou,

tomou minh'alma

e alojou em mim.

 

 

Escrito por Leka Lemos às 06h43
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Histórico